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Capri Online Nº 59

26 de Abril de 2021

O PERÍODO DA MUDA DA PLUMAGEM E DE BICO DAS AVES

Por: Dra Ana Roberta de A. Coutinho

A troca da plumagem ocorre gradualmente iniciando-se pelas penas menores seguindo com a queda das penas maiores. O organismo concomitantemente entra em processo de produção, juntando suas forças e nutrientes para formação das novas penas que serão as substituídas das que estão caindo.

Estas devem nascer desde a fase de “canhão” (bulbo da pena) até a pena completa, já formada com a textura, densidade e coloração específica, normal para cada espécie. Este processo é fisiológico e prepara a ave para a nova estação. Por isso devemos ter muitos cuidados com a ave nesse momento, levando principalmente em conta a alimentação, a higiene e a proteção quanto às alterações climáticas.

Na época da muda, é importante manter cuidados diários em relação á limpeza das gaiolas, alimentação fortalecida, de qualidade e balanceada, suplementação vitamínica e homeopática específica para este período, ambiente claro arejado e sem corrente de vendo direcionada a ave.

Todas as aves que adquirir novas aves, deve-se fazer uma quarentena, ou seja, separar a ave recém-adquirida em um cômodo por pelo menos 10 dias. Se for o caso de se perceber algum dos principais problemas de saúde nessas aves na muda, como por exemplo: (rouquidão, pododermatite, infecção respiratória, muda encruada, bicamento de penas, obesidade, ácaro de pés e pernas, bouba aviária, etc. Sendo esses processos patogênicos mencionados devido à fragilidade deste momento.) recorra imediatamente assistência médica veterinária especializada em aves e não tente receitas caseiras. Portanto com todos os cuidados mencionados anteriormente, poderemos prevenir a ocorrência das citadas patologias.

Um dos aspectos mais importantes que podemos considerar como um cuidado com as aves de cativeiro é a alimentação. Podemos dividir as aves em grupos diferenciados em relação ao tipo de alimento que ingere (aves insetívoras são as que comem insetos, aves frugívoras são que que comem frutas, aves granívoras são que se alimentam de carne, aves piscívoras são as que se alimentam de peixes e crustáceos).

Algumas destas aves estão restritas a apenas um tipo de alimento. Outras já consomem mais de um tipo de alimento. Também existem algumas que se alimentam de quase todos tipos de alimento e são chamadas por isso são, Onívoras. Em cativeiro existem os cuidados aplicados pela própria criação. A facilidade para o manejo alimentar, de preparo do alimento, custo dos nutrientes e produtos comerciais onde há necessidade de ter palatabilidade e qualidade nutricional.

A alimentação pode ser dita como a forma mais eficaz de proteção para o período da muda, principalmente quanto associada a outros mecanismos de fortalecimento como a suplementação vitamínica e homeopática, para este período. Uma característica das aves que vem sendo aplicada na nutrição em cativeiro é o fato de perceberem muito mais a cor dos alimentos e também são atraídas pelo cheiro. Elas têm a tendência de selecionar e inferir a princípio os alimentos mais coloridos e os grãos e pedaços maiores, mas isso depende do tamanho da ave. O bico em seu formato é a estrutura que comanda a seleção inicial deste alimento, que também entra na muda e neste momento podemos priorizar os alimentos mais macios. O conhecimento da cavidade oral de cada espécie, em especial o bico, pode orientar na conduta alimentar mais correta.

Todo alimento é apreendido pelo bico e auxiliado para sua ingestão pela língua. Sua deglutição ocorre sobre auxílio das secreções das glândulas da cavidade oral. O alimento segue pela faringe e esôfago, até atingir o papo, ou segue diretamente ao pró-ventrículo. O papo é encontrado nos psitacídeos, passeriformes, granívoros, columbiformes, e galiformes, sendo reduzido ou uma passagem em aves de rapina, em beija-flores e em algumas outras espécies. O alimento desce continuamente até pró-ventrículo, moela, estômago químico e mecânico respectivamente. Passa então para o intestino e os restos alimentares são eliminados através da cloaca.

Contudo neste período é de extrema importância manter as gaiolas limpas assim como comedouros, bebedouros e o próprio fundo da gaiola, para não haver acúmulo de fezes e favorecer a presença de doenças nesse momento que apesar de ser um mecanismo fisiológico do organismo, a muda torna as aves mais frágeis, podendo haver pré-disponibilidade de enfraquecimento ou doenças quando não tratadas de maneira ideal nessa época.

 

Fonte:  Revista Pássaros Nº 143

 

MEGA BACTERIOSE

Por: Luiz Alberto Shimaoka

A Megabacteriose foi reclassificada recentemente por ser semelhante a levedura, hoje chama-se macrorhabdus Ornithogaster e é classificado com fungo.

 

São organismos encontrados no proventrículo (estômago glândular) e intestinos das aves. A sua característica é de infecção com alta incidência, mas com baixa mortalidade, ou seja, tem a sua presença espalhada de modo maciço, mas causa poucas mortes.

O agente é o Marcrorharbdus ornithogaster que pode afetar o trato digestivo das aves. Afeta diversas, desde canários, periquitos, emas, codornas, tucanos, peru, etc, e tem distribuição mundial. A detecção desta doença tem sido relatada com maior frequência, devido a maior eficiência de diagnóstico da mesma.

O desenvolvimento desta doença está diretamente ligado com a resistência das aves, ou seja, ela ocorre somente em aves imunodeprimidas. Qualquer motivo que favoreça a queda de resistência das aves pode favorecer o desenvolvimento e instalação desta doença em nossos plantéis. Motivos estes como, má alimentação, doenças, mudanças de ambiente, estresse, local de criação muito frio ou muito quente, entre outros.

A sintomatologia desta doença pode variar muito, desenvolvendo sinais variados, como: emagrecimento, perda de peso, diarreias, engasgos, secreção nasal, vômitos, presença de fezes com alimento mal digeridos, apatia, prostração, perde de massa muscular, incoordenação por fraqueza, dificuldade respiratória, alteração no crescimento dos filhotes, queda no índice de reprodução, morte de filhotes, alteração no empenamento das aces, entre outros. Essa gama de alterações dificulta o direto posicionamento no diagnóstico desta doença. Muitas aves podem ser portadoras inaparentes, ou seja, tem a doença, mas não desenvolvem sintomatologia alguma e outras podem ter um desgaste enorme, culminando na morte da mesma.

 

O diagnóstico é feito baseando-se na sintomatologia, histórico de plantel e do criadouro, exames laboratoriais, culturas e necropsia com histopatológico

 

O tratamento é efetuado com drogas que controlam o agente e medidas complementares no auxílio da recuperação das aves afetadas.

 

O prognóstico é bom, pois é uma doença que tem baixa taxa de mortalidade. O diagnóstico correto e medidas corretivas rápidas são de grande importância na recuperação e solução deste problema. A utilização de meios para melhorar a performance e resistência das aves também atua de modo incisivo na recuperação e cura destas aves.

Devemos procurar não adquirir aves com alterações clínicas, ver criatórios idôneos e com controle sanitário aceitável. As gaiolas de criação, acessórios e ambientes devem ser limpas com frequência.

 

Procurar orientar as pessoas que atuam no criatório para que erros sejam minimizados e assim obtermos uma melhora local, dificultando o aparecimento e instalação desta e de outras doenças em nossos plantéis.

 

Fonte:  Revista Passarinheiros & Cia 98

 

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