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Capri Online Edição n°43

03 de Setembro de 2019

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Familia: Psittacidae

Expectativa de vida: 60 a 80 anos

Gênero: Ara, Anodorhynchus

Maturidade Sexual: Entre 4 e 7 anos

 

As araras são facilmente distinguidas pelo seu tamanho imponente, pelas suas cores vibrantes variando do extremo azul ao vermelho, e por sua calda muito longa e pontiaguda. São típicas da américa central e do sul, em regiões tropicais, subtropicais e, com algumas exceções, podem ser vistas em grupos muito grandes, habitando locais próximos a cursos d’água ou regiões alagadiças (mangues, pântatos etc).

As araras do gênero Ara possuem na região facial um espaço ausente de penas, com alguns traços escuros formados por penas remanescentes, sugerindo uma máscara. Já as pertencentes ao gênero Anodorhynchus são caracterizadas por exibirem uma região também ausente de penas e com a mesma coloração na base do bico e ao redor dos olhos.

Possuem um bico muito forte e avantajado, instrumento utilizado na quebra de semente, grãos e frutos, alimento-base de sua dieta natural. 

ALIMENTAÇÃO  

Mistura de sementes e grãos e/ou rações extrusadas especificas para Araras, além de frutas, verduras e legumes.

MINHA ARARA É MACHO OU FÊMEA ?  

 

As araras não possuem dimorfismo sexual, ou seja, não é possível distinguir machos de fêmeas com características externas. Porem com um simples exame laboratorial do sangue (DNA) ou uma incisão para observação das gônodas é possível definir seu sexo.

As araras são muitos espertas e brincalhonas e, embora não sejam grandes imitadoras de palavras, são muito interativas e curiosas, podendo se tornar grande companheiras de seus donos. Uma Arara Isolada, sem algum tipo de distração ou brincadeira, pode se tornar uma criatura triste e apta a gritos altos e até sujeita a arrancar as próprias penas por estresse. Por isso, deve-se proporcionar um amplo recinto, vários brinquedos, variedade de alimento e, caso seja mantida em gaiola, momentos de liberdade para se exercitar. Extremamente adaptáveis, tornam-se excelentes animais de estimação, podendo ser vistas em várias apresentações artísticas e shows, devido à sua beleza e grande capacidade de aprendizado.

A Amazon Zoo se dedica ao bem-estar de animais silvestres quando no convívio com as pessoas, assim como a preservação de espécies nativas em seu habitat natural.

Os criadouros propostos a reproduzir estas aves, devem ser mantidos por eficientes planos de manejo e sanitários, garantindo a melhor qualidade das aves comercializadas.

Os bebês devem ser criados não mão desde o estágio de recém-nascidos, recebendo atenção e carinho de seus tratadores preparando-os, assim, para um relacionamento positivo com seus futuros donos companheiros.  

UMA ARARA OU UM CASAL?

Araras podem ser mantidas sozinhas, mas necessitarão de muita atenção e distração para evitar que fiquem entristecidas. Por outro lado, elas apreciam bastante a companhia de outra arara. Neste caso, por serem geniosas, tendem a se agrupar tornando-se mais independentes. Pessoas que possuem mais disponibilidade de tempo para se dedicar a essa ave, mantendo um relacionamento com base na confiança e respeitos mútuos, poderão, na maioria das vezes, manter até mesmo um casal como excelente companhia. Já uma ave sozinha 

tende a ser mais carente e, com isso, mais dócil com seu dono. Entretanto, por serem bastante territorialistas, uma companhia de uma arara deverá ser introduzida o mais cedo possível, pois, quando adultos, necessitarão de um tempo de adaptação (não mais de um mês), sem contato físico (em gaiolas separadas) e, depois de juntos, durante algum tempo será preciso bastante atenção para evitar possíveis brigas. Algumas vezes será indicada uma separação temporária para mais um período de adaptação em gaiolas diferentes, para, então, depois de alguns dias, poder repetir o processo de união. 

 

 
 

Como iniciar uma criação ?  

Para iniciar uma criação de Crested, não é diferente de qualquer outra raça de pássaro, pois devemos seguir algumas considerações básicas.  

 

1-Gostar da raça;

2-Ter local Apropriado;

3-Gaiola Grande;

4-Excelentes Alimentos;

5-Água sempre limpa.  

 

Esse pássaro tem sua origem do Norwich com o lancashire. E seus ancestrais tem origem na Inglaterra.

Há 2 tipos de Crested, com topete e sem topete, e o item mais valorizado nessa raça é a cabeça, pois deve ser larga e redonda em todos os sentidos. Os com topete devem ter suas penas em formato de guarda-chuva indo até a ponta do bico.

O tamanho é de 17centimetros (ou o mais próximo possível) e o corpo deve ter um formato cilíndrico no formato de um D. O cruzamento clássico é um sem topete com topete, mas para melhorar o tamanho da cabeça pode ser feito o cruzamento do sem topete com outro sem topete. Nunca devemos cruzar dois pássaros com topete (dificilmente seus filhotes vão ter bons topetes.  

Nesta raça podemos acasalar dois pássaros nevados para melhorar eu tamanho, mas devemos avaliar a quantidade de plumagem deles, evitando colocar 2 pássaros de penas longas.

Para iniciar a criação é aconselhável cortar as penas sobre os olhos. Também é aconselhável cortar as penas envolta da cloaca (fêmeas) e o espigão (macho). Isso pode melhorar a agilidade dos pássaros no acasalamento. As fêmeas têm uma postura média de 3 a 5 ovos. O Ideal é transferirmos seus ovos para outros canários que chamamos de AMA SECA. Esse manejo simples melhora consideravelmente a quantidade a quantidade de filhotes.

Os filhotes nascem de 13 a 15 dias de choco e devem ser separados com 35 a 40 dias, após ser observado que já estão se alimentando sozinhos. Desde filhotes já vemos um pássaro de beleza viva ao olhos. Imponente, de lindas cores e qualidades. O filhote atinge a idade adulta de 8 a 10 meses. Aqui no Brasil, o período ideal para a sua criação é de Setembro a Dezembro.  

 

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Capri Online - Edição Nº 42

20 de Agosto de 2019

Quando falamos em um Tiziu, logo voltamos à nossa infância, onde víamos vários indivíduos saltando em terrenos baldios, campos ou áreas de capinzais. O tempo foi passando e esse tipo de habitat foi ficando cada vez mais escasso, com cada vez menos áreas verde, campos de terrenos baldios (sem habitação), aos nossos olhos parece que os tizius sumiram. 

Quando falamos em um Tiziu, logo voltamos à nossa infância, onde víamos vários indivíduos saltando em terrenos baldios, campos ou áreas de capinzais. O tempo foi passando e esse tipo de habitat foi ficando cada vez mais escasso, com cada vez menos áreas verde, campos de terrenos baldios (sem habitação), aos nossos olhos parece que os tizius sumiram.

 

O tiziu uma paixão nacional, quem nunca teve um tiziu?

 

Ou nunca admirou esse pequeno pássaro dando inúmeros saltos dentro de uma gaiola? Pois bem... Agora o tiziu é criado em domesticidade e nesta matéria, vamos desvendar tudo sobre a criação dessa magnifica ave em ambiente cativo. Manejo, alimentação, reprodução, trato aos filhotes são alguns dos assuntos que vamos abordar. Por natureza, o tiziu é um pássaro extremamente territorialista em época de reprodução. Os machos possuem fibra de dar inveja a alguns trinca-ferros.  

A CRIAÇÃO  

A criação de tiziu em ambientes domésticos é algo relativamente novo, porém, alguns criadores estão apostando e criando essa magnifica espécie em cativeiro. A criação em domesticidade por ser algo novo, nada comparado ao curió que já vem há mais de 30 anos sendo reproduzido e sua genética cada vez mais aperfeiçoada, faz com que criadores que desejam reproduzir essa ave esbarrem na dificuldade de encontrar boas matrizes e outros criadores para trocar genética, fato esse que faz tudo ser mais demorado. Para quem estiver iniciando uma criação, a melhor forma de criar o tiziu e obter resultados mais rápidos é a poligamia, pois assim conseguimos cruzar diversos machos em poucas fêmeas e construir um plantel com mais opções de cruzas futuras.

Embora também dê para criar em monogamia, porém a produtividade e o manejo ficam prejudicados, sem falar que, para quem busca uma criação de alta qualidade o melhoramento genético fica muito mais demorado.

Para iniciar uma boa criação, o melhor caminho é adquirir fêmeas de boa procedência e sempre pássaros nascidos em cativeiro, pois esses já não possuem o instinto selvagem e procriam com muito mais facilidade em gaiolas. Sem falar na qualidade genética que já vem sendo aprimorada.

A criação do tiziu em ambientes domésticos vai de agosto a fevereiro, sendo que possui uma “segunda” temporada, fazendo com que alguns indivíduos reproduzam em meados de junho a julho. Porém, as literaturas dizem que se reproduzem o ano inteiro em regiões quentes. 

 

 MATURIDADE SEXUAL

Os filhotes de tiziu são muito precoces. As fêmeas atingem a maturidade sexual com 1 ano de vida, porém não se espante se ver fêmeas com 6 meses prontas. Os machos com aproximadamente 9 a 10 meses, já estão aptos a galar e encherem os ovos, existem pardos que galam com aproximadamente 6 meses, mas dificilmente fecundam os ovos.  

 

COMO DEVO COMEÇAR UMA CRIAÇÃO ?

“Recomendo para quem deseja iniciar uma criação adquirir no mínimo 3 fêmeas e 2 machos, sendo assim, nas próximas temporadas o criador terá algumas opções de cruzas, e assim poderá fazer uma seleção de qual cruza deu melhores resultados e até trabalhar em um melhoramento” Explica Luiz Henrique

“A gaiola para reprodução pode ser de medias variadas, dependendo do espaço fisíco que cada pessoa possui. No começo da criação, usávamos pequenas voadeiras de 60cm, com o passar do tempo e com a introdução de filhotes na criação, fomos adaptando para gaiolas menores isso facilitou o manejo reprodutivo e o manejo dos filhotes”, Explica Paulo Donin.  Como devo observar em um galador ? 

 “bom, para se avaliar um galador, pode-se usar diversos critérios desde a qualidade do canto, fibra, disposição para cantar e até capacidade de retomada no canto. No entanto, é muito importante observar a parte fisiológica do animal.  Nunca compre machos que estejam com excesso de peso ou com acúmulo de gordura na região genitália. Isso com certeza é um dos fatores que causam infertilidade em um macho. No nosso criatório, avaliamos o macho pela disposição de cantar e fibra, além do comportamento reprodutivo. Não existem torneios regulamentado de tiziu, mas existem as famosas “badernas” como se fosse um minitorneio e nesse também existe marcação, como no coleiro trinca-ferro, ganha o pássaro que cantar mais vezes em um determinado espaço de tempo, porém só são validos canto de pulo. 

CANTO

O canto do tiziu não sofre variações do dialeto, mas sim o tom e intensidade do canto. Uns cantam mais agudo, outros cantam alto ou baixo... mas o dialeto sempre é tiziu, porém existem pessoas em encartam o canto de outros pássaros nele, como no caso do coleiro “tui-tui”, o tiziu tem facilidade em pegar esse tipo de cantoria se ensinado ainda filhote. Os jovens machos com menos de 2 meses de idade já estudam o canto intensamente e com aproximadamente 3 meses alguns indivíduos já estão cantando de pulo. Fêmeas não cantam. 

 

COMO APRONTAR AS FÊMEAS

A melhor forma de aprontar as fêmeas é oferecendo bastante quantidade e variedade de alimentos, como por exemplo, insetos que são fonte de proteínas, além disso, devemos estimular as fêmeas com ninhos e palhas, os machos devem ficar próximos as fêmeas, porém sem contato visual, quanto mais o macho estiver cantando, mais a fêmea se sente estimulada. Sempre uma a duas vezes por dia, mostre o macho a fêmea e note o comportamento da fêmea, quando ela começar a machear é um sinal de que ela está ficando pronta, certamente, quando começar com esse comportamento pedirá a gala em poucos dias.  

Fonte:Passarinheiros & Cia: Edição nº 58

POSTURA

“A postura do “Tiziu” é muito parecida com outras aves criadas em cativeiro, como por exemplo, o curió. A fêmea põe de 2 a 3 ovos, de coloração clara que logo aos 4 dias de choco já se percebe se estão galados, estes ficando com um tom azulados. O choco do tiziu ao contrário do que muita gente pensa e de algumas literaturas, não duram 12 dias. Aqui, no criatório, os filhotes eclodem os ovos entre 9 a 10 dias de choco” afirma Paulo Donin, a postura ocorre geralmente 2 dias após uma gala.

 

REPRODUÇÃO

A reprodução em cativeiro, não se difere muito de outras espécies habitualmente criadas, a reprodução é algo relativamente fácil sendo que com todas outras criações precisam de certo manejo e cuidado.

Um aspecto que devemos levar em consideração é o fato de o tiziu ser extremamente territorialista em época de reprodução, algumas gêmeas a seu lado quando estão chocando não aceira, de bom grado a presença de outra fêmea a seu lado quando estão chocando, pro vezes saem do ninho “pistando para expulsar a outra de seu território, podendo até quebrar ou abandonar os ovos, neste caso colocamos o macho a seu lado, até firmarem o choco.

 

FILHOTES

Quando nascem os filhotes, devemos ter certos cuidados. Logo após nascer, devemos oferecer as fêmeas larvas e farinhadas que devem ser de preferências peneiradas, muitas fêmeas comem jiló, milho verde, tiririca e não pode faltar a tradicional mistura de sementes. No bebedouro, devemos associar um poli vitamínico, esse medicamento devera ser oferecido até o dia em que o filhote abandonar o ninho, fato que ocorre entre 9 e 10 dias de vida. A fêmeas deitada no ninho junto aos filhotes até 5 a 6 dias. Devemos ter cuidado com o anilhamento, que deve ocorrer no terceiro dia, no máximo o quarto dia de vida, as anilhas possuem diâmetro de 2.0mm, sendo assim não entra na pata após o 5º dia. São animais que interagem muita quantidade de areia, carvão mineral, grit, entre outras. 

 

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Projeto Arara Azul

Em novembro de 1989, Neiva Guedes viu um bando de araras azuis Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal durante a prática de campo do curso de Conservação da Natureza, para técnicos do IBAMA, EMBRAPA e SEMA-MS. Neiva achou a cena linda (cerca de 30 araras-azuis pousadas num galho seco) e quando soube que a ave estava ameaçada de extinção e que estava desaparecendo rapidamente, decidiu fazer algo para que isso não acontecesse e pensou que outras pessoas deveriam conhecer as araras azuis em seu hábitat natural. O fato se transformou em um marco em sua vida: a luta pela conservação da arara azul, dando início ao Projeto Arara Azul. Desde então ela dedica sua vida para a conservação desta ave no Pantanal brasileiro.

Em 1987 a arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus tinha uma população estimada de 2500 indivíduos na natureza, sendo que apenas 1500 eram citadas para todo o Pantanal. Encontrava-se ameaçada de extinção, devido ao tráfico, descaracterização do ambiente e coleta de penas pelos indígenas. Havia relatos de avistamento na natureza, mas poucas informações sobre a biologia e história de vida da espécie. 

Atualmente, existem duas bases de campo do Projeto Arara Azul: no Refúgio Ecológico Caiman no Pantanal de Miranda e na Pousada Araraúna, no Pantanal de Aquidauana. Nas duas bases os hóspedes podem conhecer as atividades do Projeto, através do Centro de Visitantes, realizar o turismo de observação e colaborar com a pesquisa, adquirindo produtos exclusivos do projeto. 

Desde o início o Projeto contou com a parceria do Laboratório de Genética Molecular de Aves da USP, coordenado pelas Drª Anita Wanjtal e Drª Cristina Yumi Miyaki, que realizam sexagem e análise de DNA das aves, trabalhos estes que já geraram várias dissertações de mestrado e doutorado, bem como inúmeras publicações de artigos científicos.  

O Projeto procurou buscar o envolvimento dos peões e fazendeiros do Pantanal. Além das visitas no campo, entrevistas realizadas pela bióloga Elisa Mense constataram que o rádio era o principal meio de comunicação na região, por isso, mensagens educativas do Projeto foram inseridas num programa de rádio de maior audiência no Pantanal. A população local passou a ser um dos maiores parceiros do Projeto Arara Azul, sendo este um dos principais motivos de sucesso do Projeto e da conservação das araras para a biodiversidade do Pantanal. 

Desde o início do Projeto centenas de palestras são proferidas, bem como visitas e reuniões com a comunidade pantaneira. Com objetivo de valorizar a cultura local e propiciar uma alternativa de renda, em 1993 foram iniciadas as oficinas de canto, dança e arte com as crianças pantaneiras na Caiman. Muitos trabalhos foram publicados em revistas e artigos científicos, bem como foram realizadas inúmeras divulgações, em diferentes mídias nacionais e internacionais para a população em geral.

 

 

 

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Capri Online - Edição n°41

08 de Agosto de 2019




Com a facilidade de enviarmos mensagens instantaneamente nos dias atuais, mencionar pombos correios pode parecer estranho. Mas se tem algo fascinante é a capacidade desta ave que, durante séculos, viajaram longas distâncias para transportar mensagens.


Com um excelente senso de direção e um corpo mais forte os pombos correios se diferem dos demais e podem viajar até mil quilômetros em um único dia a uma velocidade de 90 quilômetros por hora.

Há registros de que esses pombos eram utilizados como correio em 2.800 antes de Cristo. Estes animais tiveram importância vital durante o período de guerra na idade média. No transporte de mensagens importantes  

Seleção e cuidados


Adquira pássaros da melhor qualidade que puder, mesmo que tenha que comprar um pequeno de qualidade superior. Compre os pombos sempre aos pares, a não ser que se trate de uma raça específica que dispensa essa precaução. Os pombos de corrida devem ter ótimas performances, que pode ser avaliada pela análise de desempenho do animal ou deduzida a partir de sua árvore genealógica, ou seja, o pedigree.

Para pombos de exposições, procure animais bonitos e que atenda a alguns requisitos. Em competições, juízes escolhem os pombos vencedores com base em certos atributos físicos.

O viveiro de pombos é conhecido como pombal, e pode ter inúmeros tamanhos e disposições. Cada par de pombos requer de 20 a 30cm³ de espaço.  O pombal deve proteger as aves de predadores, ter um espaço interno e externo bem protegidos, ótima ventilação e espaço adicional para acomodar a comida e equipamentos, que não podem ser armazenados aos ao livre. Em caso de cruzamento dos pombos, deve ser providenciado um lugar separado pra os casais e para a ninhadas.

TREINAMENTO

O programa de treinamento deve ser iniciado às seis semanas de idade. É nessa época que o pombo começa a aprender como é que funciona o alçapão. Trata-se de uma porta que permite à ave entrar no pombal a qualquer momento, mas que só lhe permite sair dele quando o dono assim desejar.

Deve ser elaborado um programa diário e bem específico de treinamento. O adestramento exigirá dedicação. Portanto, sabendo antecipadamente que deve instruir ao pássaro a cada dia, o mesmo treinamento com mais eficiência. Deve haver pelo menos uma sessão de treinamento por dia, e a distância percorrida ou o método devem mudar semanalmente. No Início, podem ser soltos à 1,6Km do viveiro, o que deve ser repetido várias vezes na semana. Para levá-los ao local de soltura deve ser utilizada uma gaiola. Lembrando que os pombos precisam de algum incentivo para retornar ao pombal. Comida boa, instalações confortáveis e tratamento digno que o faz querer voltar para a casa

A distância deve ser aumentada em 8km a cada semana, sempre em diferentes direções, A dificuldade do treinamento não pode ser aumentada rápido demais.

CURIOSIDADES

Os pombos não transportavam exclusivamente mensagens, eles também foram utilizados para entregar pequenos objetos que estavam em um outro lugar e que precisavam chegar com urgência, como exemplo tubos de sangue de hospitais e laboratórios.


Alguns exércitos modernos continuam mantendo o treinamento de pombos correio, a fim de manterem um plano de contingência no caso de surgir alguns conflito que faça os sistemas modernos de comunicação entrarem em colapso.

Alguns pombos simplesmente se cansam no trajeto para casa e precisam de um tempo para descansar, o mais normal é que eles encontrem o caminho de volta em um dia, mas há pássaros que aparecem depois de vários dias.  

POMBOS ORNAMENTAIS

Os columbófilos, ou seja, criadores de pombos, estão sempre em busca de variações na tonalidade e combinações de cores, tendo como objetivo final a ornamentação.

Os pombos tratados em gaiolas ou cativeiros são desenvolvidos para participar de concursos, exposições e diversos outros eventos.

Há centenas de pombos ornamentais no Brasil, porém, todos são de raça oriundas de outros países, principalmente do continente europeu, asiático e de regiões andinas.

King, Rabo de leque, peruca, cacheado, papo-de-vento holandês, papo-de-vento inglês, gravatinha e andorinha são as raças mais apreciadas por aqui. O manejo de pombos tem como maior exigência proteger as aves da umidade e assegurar a higiene do ambiente. “A alimentação é à base de ração e o criador não precisa de muito espaço para se dedicar a atividade. Monogâmicos e muitos companheiros, os casais dividem tarefas como construção de ninhos, a choca dos ovos e a criação dos filhos” define Valmir Guedes Vieira, criador de 34 raças de pombos ornamentais no estado de São Paulo.


JACOBINO

Capuchinho, peruca ou cabeleira. Esta raça reúne beleza, elegância e raridade em um só pombo. Porém, disfuncionalidade acompanha seus passos, pois, a plumagem que o faz belo, também o impede de voar.

Apesar de parecerem delicados, esses pombos são muitos resistentes, comem pouco, reproduzem-se facilmente e são bons pais.


RABO DE LEQUE

É uma das mais populares raças de pombo ornamental. De origem indiana, mais precisamente do Paquistão, apresenta uma cauda em forma de leque que tem entre 30 a 40 penas. Diferente dos demais pombos que tem de 12 a 14.



 

ANDORINHA

Apresentam diversas cores e padrões, entre eles as cores, canelam, vermelho, preto, e tradicional cinza azulado, são conhecidos por seus pés serem cobertos por uma capa de penas.

Fonte:Passarinheiros & Cia: Edição nº 58



JÁ   ESTÁ DISPONÍVEL A NOVA TEMPORADA DE CRIAÇÃO SISPASS.  


Em agosto inicia-se a temporada 19/20 de criação SISPASS. Você já pode fazer a soliciação das anilhas liberadas para o seu plantel.


Não perca o prazo para a solicitação, faça o seu pedido agora mesmo e garanta suas anilhas :    


Anilhas Sispass:   

https://servicos.ibama.gov.br/ctf/sistema.php



PATO-MERGULHÃO  

EMBAIXADOR DAS ÁGUAS BRASILEIRAS

O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) é uma espécie especialista em rios, considerada como uma das aves mais ameaçadas das Américas e uma das mais raras do mundo, inclusive sendo considerada extinta entre 1940 e 1950. É conhecida no Brasil, Argentina e Paraguai, sendo que em território nacional há registros confirmados em três bacias hidrográficas: São Francisco, Tocantins e Paraná. Infelizmente, no Paraguai e na Argentina, a espécie não é encontrada há mais de 10 anos.

 


AMEAÇAS



Por ser uma espécie com requerimento de habitat muito específico, o pato-mergulhão é pouco tolerante a impactos no ambiente. A principal ameaça à espécie é a degradação do seu habitat. Toda e qualquer atividade que provoque alterações hidrológicas nos rios e modificações no habitat ou na estrutura da paisagem, por menores que sejam, podem inviabilizar a sobrevivência da espécie em uma determinada área. Os projetos hidroenergéticos são uma importante ameaça, uma vez que provocam a mudança de rios e córregos dos quais o pato-mergulhão depende, em barragens e lagoas.

O aumento dos sedimentos em suspensão na água decorrente da remoção da vegetação ao longo dos rios e a alteração da qualidade físico-química da água por meio de poluentes como defensivos agrícolas, adubos e descargas orgânicas (esgotos residenciais) provocam o desaparecimento da espécie desses locais.

Fonte: http://www.icmbio.gov.br/cemave/destaques-e-noticias/135-pato-mergulhao-mergus-octosetaceus-embaixador-das-aguas-brasileiras.html - acesso em 05/08/2019

O pato-mergulhão depende de águas limpas e transparentes, especialmente dos rios e córregos cercados por matas ciliares, com cachoeiras e piscinas de diferentes tamanhos e profundidades. São excelentes nadadores e apresentam um senso visual acurado. Diferente de outras espécies de patos, o pato-mergulhão possui um bico longo, serrilhado e captura presas vivas ao mergulhar (daí a origem de seu nome). Por isso, é extremamente afetado por qualquer alteração na qualidade das águas. Esta característica é determinante, pois a espécie somente é capaz de sobreviver onde as águas são limpas e transparentes. Por tais particularidades, esta espécie é considerada um bioindicador ambiental: onde há presença deste pato, o ecossistema ainda se encontra em equilíbrio. Dessa forma, o ser humano e o pato-mergulhão compartilham da mesma necessidade por águas limpas para sua sobrevivência.


POPULAÇÃO e DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA


Atualmente, a população mundial dessa espécie é estimada em menos de 250 indivíduos na única área de distribuição disjunta brasileira. Os esforços de trabalho de campo são necessários para realizar novo censo na área de distribuição atual, percorrer áreas de ocorrência histórica e investigar novas áreas ainda não visitadas. A espécie está presente no Brasil em apenas quatro localidades: Serra da Canastra e Serra do Salitre em Minas Gerais, Chapada dos Veadeiros em Goiás e região do Jalapão em Tocantins, principalmente em áreas localizadas nos limites e entorno de unidades de conservação (Fig. 01). Dessa forma, fica evidente a importância das unidades de conservação para garantir a sobrevivência desta espécie. A região da Serra da Canastra abriga a maior população da espécie, com cerca de 140 indivíduos.






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