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Capri Online Nº 60

17 de Maio de 2021

Qual a importância do peso para aves de roda? 

Nesse artigo vamos abordar de uma maneira bem específica a importância do controle do peso de uma ave de roda de alta performance, de uma maneira didática e de fácil compreensão.

Todos sabem as preocupações e os cuidados cotidianos que aves de ponta exigem de seu proprietário, afinal de contas aquele velho ditado que “Não existe almoço grátis”  é a mais pura verdade. Para ter o sucesso que poucos têm, temos de fazer o que poucos fazem, e com isso a diferença aparece.

Notamos muitas aves que têm uma gama de cuidados muito grande e com isso grandes resultados nas rodas, mas depois de transferidas à novos proprietários seu rendimento cai significativamente.


O expositor preocupa-se tanto em da o melhor para a ave e vamos mostrar que nem sempre o que existe de melhor no mercado, sendo oferecido a vontade é a melhor dieta para sua ave competidora.

 

As espécies que têm comportamento migratório em seu DNA como o Coleiro e o Curió têm muita tendência a obesidade, pois precisam desse recurso para viajar milhares de quilômetros em busca de ambientes com maior oferta de alimentos períodos refratários e ainda as de hábito alimentar onívoro como o Trinca ou oportunista como o Canário da Terra também têm essa tendência. Aliás as aves e animais possuem o instinto de se alimentar o melhor possível, procurando os alimentos com maior aporte calórico (com açúcares e gorduras), pois isso foi herdado de seus ancestrais que evoluíram buscando uma alimentação rica para atravessar períodos de escassez.

 

Assim acontece com nós humanos também, os alimentos de melhor paladar são os mais ricos em calorias e nossas informações genéticas pedem pra ingerirmos esses alimentos. Na nossa evolução, os homens das cavernas passavam períodos sem se alimentar sobrevivendo das reservas adquiridas.

 

Outro aspecto fundamental que devemos observar é que na vida livre passarinho voa muito e come pouco, enquanto na gaiola é o contrário, ele voa pouco e come muito. Então fica o grande desafio de manter uma ave na gaiola nutrida sem ganhar sobrepeso. Notem que citamos “nutridas” e não alimentadas. Existe diferença fundamental entre as duas situações. Por exemplo, se você come um pacote de bolachas está alimentado, mas não está nutrido.

 

É premissa fundamental a matéria que as aves se exercitem em gaiolas avoadeiras, para adquirirem condições físicas interessantes a fim de suportar com o conforto as 4 ou 5 horas de roda no torneio. Cantas cansa e quem se cansar menos ganha a roda.

 

Velocidade e fibra, só funciona com preparo físico, se não for assim a ave entra com um ritmo forte, mas não finaliza, ela se cansa com o ritmo do torneio.

 

MAS QUAL O FÍSICO IDEAL PARA UMA AVE DE RODA?

 

Vamos fazer agora um comparativo para você refletir sobre suas convicções. Ganha um torneio de fibra o Trinca, Curió, Coleiro, Bicudo ou Canário da Terra que mais cantar nos 15 minutos da marcação final que se dá perto do meio dia. O início da prova é as 8 horas normalmente, com isso percebemos que se trata de uma prova de longa duração e vai exigir do pássaro “resistência” e não “força”. Comparamos então com nós humanos, qual é uma prova de resistência?

 

Comparo com a maratona, que tem um percurso de 42KM, e como é o físico desses atletas? Lembram se dos africanos que dominam essa categoria? São extremamente magros, leves, com pouca musculatura, pois massa muscular é pesada e seriam quilos a mais que o corredor teria de carregar por todo curso da prova. Assim se dá com as aves, elas precisam ser leves e com bastante resistência, adquirida nos voos diários.

 

VAMOS LEMBRAR OS PESOS IDEAIS DAS ESPÉCIES DE TORNEIOS DE RODA

 

 

Fonte:  Revista Passarinheiros & Cia Nº 92

 

OVOS

Os ovos de pássaro vêm em uma variedade de formas e tamanhos, mas o design estereotipado alongado, com uma ponta fina e base larga, tem pelo menos um propósito bastante simples, e surpreendente.

Imagem: Reprodução/mypetchicken

TODOS OS OVOS DE PÁSSARO TÊM A MESMA FUNÇÃO:

Proteger e nutrir um filhote em crescimento. Mas eles vêm em uma brilhante variedade de formas. Essa variedade confundiu biólogos há séculos.


Sobre os formatos dos ovos, cientistas chegaram à conclusão depois de usar uma variedade de ferramentas para analisar dezenas de milhares de imagens que presentam uma variedade de pássaros, respondendo a uma pergunta que deixou até mesmo Aristóteles perplexo.

 

Basta fazer uma breve viagem ao supermercado para saber que os ovos de pássaros não são esferas perfeitas. E se você compara o humilde ovo de galinha com o de um avestruz, você também verá que nem todos os ovos são do mesmo formato.

 

O filósofo grego Aristóteles descobriu que, se o filhote ainda dentro do ovo fosse uma fêmea, a extremidade pontuda do ovo era um pouco mais “afiada”. Percorremos um longo caminho desde Aristóteles, mas a questão permanece – Por que os ovos são assim?

 

Para manter as coisas simples, uma equipe internacional de pesquisadores reduziu a morfologia do ovo para um par de variáveis – sua assimetria ou diferença entre a extremidade pontiaguda e a extremidade contundente, e sua elipticidade, ou quão longo e oval o ovo é.
 

Eles usaram uma base de dados 49.175 fotografias de ovos cobrindo 1400 espécies de aves vivas e extintas para comparar duas variáveis em toda a árvore genealógica aviária, prestando muita atenção aos comportamentos de nidificação dos pais, tamanhos dos embriões, dieta e habilidade de vôo.

 

Nesse novo estudo, os autores realizaram uma investigação de múltiplas etapas que reuniu biologia, informática, matemática e física. Primeiro eles escreveram um programa de computador, chamado Eggxtratoc, que classifica ovos com base em sua elipticidade e assimetria.

 

Desta forma, eles conseguiram correlacionar a diversa morfologia dos ovos com outras características da espécie, produzindo algo de um mapa de ovos como o abaixo:

Imagem: Reprodução/fciencias

As aves com maior envergadura de asa tendem a ser mais adeptos ao vôo, e também tendem a ter ovos elípticos ou assimétricos.

 

Isso pode ser porque as demandas de voar favorecem o peso leve, corpos simplificados. Para maximizar o volume de um ovo que deve caber através de uma pelve estreita e oviduto, os ovos têm que ficar mais longos, pássaros sem vôo, como avestruzes, são mais propensos a ter ovos esféricos. Os pinguins são uma exceção, talvez porque sua necessidade de nadar favoreça um corpo simplificado de maneira similar ao vôo.

 

Mas essa ideia ainda não foi comprovada. “Na melhor das hipóteses, isso é correlacional, e não causador”,  diz o co-autor L. Mahadevan, da Universidade de Harvard. “Nós não temos mecanismos diretos que nos dizem como um pode influenciar o outro”.

 

“Eles fizeram um ótimo trabalho em levar esses estudos e coloca-los em um quadro adequado, para dar uma imagem ampla dos padrões que vemos na forma e tamanho do ovo”, diz Steve Portugal no Royal Holloway, da Universidade de Londres.

 

De todas as características que diferiram entre os pássaros, à medida que descreve a forma da asa combina com as diferenças de assimetria e elipticidade de ovos.

 

Ter asas que tornam o vôo mais eficiente e permitir que as aves se aventurem mais longe de casa parece combinar com ovos mais longos ou mais pontudos.

 

"A variação entre as espécies no tamanho e na forma de seus ovos não é simplesmente aleatória, mas está relacionada às diferenças de ecologia, particularmente a medida em que cada espécie é projetada para um vôo forte e simplificado”,  diz o pesquisador Joseph Tobiasd, do Imperial College de Londres.

 

Fonte:  Revista Passarinheiros & Cia 98

 

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