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Capri Online n°47

19 de Março de 2020

 

O Papa Formiga de Grota é um pássaro de porte esguio, mas reconhecido pelas longas pernas, sempre de cor muito clara, acinzentadas com tons róseos.  

Machos inconfundíveis pelo marrom-acastanhado que cobre a coroa, as costas, a ponta das asas e a cauda, contratando fortemente com as demais cores do corpo. As faces e garganta são negras e sobre essa área há uma longa linha superciliar branca que sai da base do bico e vai até a nuca. O peito tem penas pretas finamente orladas por branco ou cinzento, o que lhe dá uma aparência de escamas, menos visíveis no ventre, que tem os flancos marrons. No conjunto todo, ainda é possível notar uma área branca nas costas que aparece quando a ave está agitada. Nas fêmeas as faces são marrons pintadas, parecendo “borradas”; o peito possui apenas eventuais manchas marrons e a superciliar é bege escura, muito menos perceptível.
Endêmico do Brasil e da Mata Atlântica, ocorre apenas na região leste do país, de São Paulo ao Rio Grande do Sul, sendo muito comum na planície litorânea. Vice em matas muito sombreadas, escuras e úmidas, com muitas folhas secas.

Sempre perto do solo, caminha pelo chão ocultando-se por entre a vegetação, também se empoleirando em galhinhos quase verticais a pequena altura, demonstrando habilidade. Desloca-se pelo meio da ramagem com grande destreza, pouco se deixando observar.

Em ambos os sexos, chamam atenção as coberteiras das asas, pretas com desenhos em forma de “gota”, que lhes confere uma aparência destacada. Ressalta-se o canto particular e inconfundível, formando duas notas repetidas quatro ou cinco vezes em sequência descendente, como um “tidi-tidi-tidi-tidi”. Alimenta-se de insetos e outros animais, capturados ativamente enquanto cisca nas folhas secas ou voando sob as folhas.

Faz seu ninho no chão da mata, escondido sob bromélias, samambaias ou outras plantas. Quando algum observador aproxima-se do ninho, tenta despistar chamando a atenção para si, emitindo piados e saltando visivelmente a partir de ramos baixos. A construção do ninho é uma tigela simples, feita com folhas e pequenos gravetos, onde deposita dois ou três ovos brancos.

 

Fonte: Revista Pássaros Ed. n°135

 
Imagem sem descrição.

HERPESVIROSE

Por: Luiz Alberto Shimaoka
 

Foto: Jose Silverio Lemos. Fonte da imagem: WikiAves. Fonte;  

A Herpesvirose é uma doença causada por um vírus da família dos Herpesvírus. Normalmente, esta doença pode-se apresentar casos de morte súbita em aves aparentemente normais. Sabe-se que 13 ou mais tipos de Herpesvírus de uma espécie não afeta outra espécie.

Não se sabe ou desconhece-se de modo profundo a patogenicidade, o espectro de hospedeiros e a relação destes vírus.

 

Os Herpesvírus normalmente persistem em um plantel por apresetar-se de modo dormente e por um motivo qualquer ocorre a reativação e a sua eliminação nas fezes e secreções de orofaringe. Essa ave portadora elimina assim, os vírus no meio ambiente, contaminando-o. Essa eliminação faz com que a doença se espalhe e difunda por todo o plantel de aves.

Foto:  JJ Harrison. Fonte da imagem: Wikipedia. Fonte;

A transmissão não é conhecida perfeitamente, mas sabe-se que podemos isolar um número grande de partículas virais de fezes e de secreções de orofaringe de aves com a sintomatologia evidente ou não (aves sem sintomas, ou portadoras). Sendo assim, as vias de contaminação prováveis são por contato direto e por ingestão e inalação destas partículas virais.

 

COMO SINAIS CLÍNICOS PODEM OCORRER: apatia, prostração, letargia, perda de apetite, vômitos, diarreias com ou sem sangue, secreção em narinas, olhos e orofaringe, fraqueza levando à falta de coordenação motora. As alterações são agressivas e evoluem para a morte em pouco tempo. Muitas aves podem morrer de modo súbito, com evolução menor que 24 horas.

 

Há relatos de queda da fertilidade, morte de filhotes novos e em ovos embrionados.

 

O DIAGNÓSTICO É FEITO POR:

Exame clínico; Isolamento do vírus em secreções de orofaringe e fezes; exames de necropsias; e exames histopatológicos.

 

O tratamento é feito é feito com controle da proliferação do vírus, ajuda com antibióticos para controlar as infecções secundárias e suplementos alimentares.

 

A PREVENÇÃO É FEITA DA SEGUINTE FORMA:

 

• Não colocando aves sem doença com aves que suspeitas de portarem a mesma (aves portadoras da doença).

• Fazendo a limpeza de modo criterioso e frequente, pois sabemos que a fonte provável da contaminação são excrementos (fezes e urina) e secreções da orofaringe. Sabendo-se que a Herpesvírus é sensível à dessecação e à maioria dos desinfetantes.

• Higiene das pessoas que têm acesso ao criatório, como tratadores, pessoal do escritório e outros.

• Evitar ambiente muito agitado ou fontes de estresse para as aves, diminuindo-se, assim, formas de queda de resistência das mesmas.

• Oferecer alimento e água de boa qualidade, evitando-se assim aves debilitadas e mal nutridas. Com o sistema imunológico mais forte, as chances de surtos da doença diminuem.

 

Boa sorte a todos e sempre que for necessário, procure um auxílio de um Médico Veterinário de sua confiança.

 

 

Refêrencia:

 

Revista Passarinheiros & Cia. Ed. 82

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