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Capri Online n°49

27 de Abril de 2020

 
 

QUAL O EXERCÍCIO IDEAL PARA O SEU TRINCA?

 

O movimento faz bem para as aves, mas a aplicação do exercício correto faz um bem maior ainda

Por: Edilson Guarnieri

Todos nós sabemos que para que uma ave tenha um bom rendimento em um torneio é preciso que ela esteja bem preparada.

Uma boa preparação pode fazer toda a diferença. Ao longo desses anos da Revista Passarinheiros&Cia, fizemos inúmeras matérias dando dicas sobre condicionamento de trincas, e os criadores são unânimes em afirmar que uma gaiola avoadeira faz muito bem à ave.

Com isso todos nós concordamos, pois acima de tudo melhora a capacidade oxigenação fazendo com que a ave cante muito mais sem se cansar, sem contar que faz bem à saúde dela e de qualquer animal.

 

Aliado ao exercício uma boa alimentação também é fundamental. Precisa ser balanceada, bem variada, respeitando os hábitos alimentares da espécie.

 

O descanso também é fundamental às vésperas dos torneios para que o Trinca chegue com toda sua força e vontade na competição.

 

Contudo, notamos a excelência do exercício que a ave faz na gaiola avoadeira, com voos longos sempre em um alinhamento horizontal. Esse exercício fortalece a musculatura do peito, dorso, asas e, como dissemos, a capacidade de oxigenação é aumentada significativamente com essa gama de atividades, mas uma musculatura específica dificilmente é lembrada, a das pernas.

 

Pode notar que em uma roda, os movimentos mais constantes de um trica quando parado no poleiro, fica cantando e movimentando o corpo para cima e para baixo, agachando e levantando e, nesse momento, a principal musculatura exigida é a das pernas. Sem contar que normalmente a ave, viaja, muitas vezes, centenas até milhares de quilômetros e a viagem também faz com que ave canse suas pernas para se equilibrar com os movimentos normais do carro nas curvas, freadas e aceleradas, já chegando ao torneio com um grau de fadiga.

 

Então sugerimos aqui que você comece a promover exercícios pra as pernas dos trincas e observe se suas performance nas rodas, vai melhorar ou não.

 

Existem algumas formas para se fazer isso e vamos dar algumas dicas usadas por alguns criadores.

 

A primeira e mais prática usada é a aplicada na própria gaiola avoadeira e compreende em substituir um poleiro rígido de extremidade por um elástico, conhecido por “tripa de mico” usado em farmácias pra amarrar o braço na aplicação de injeções. Deve ser amarrado no local indicado e com uma tensão média, pois assim quando o trinca pousar nele, com o balanço, será necessário agarrar com mais força. A repetição desses movimentos fortalecerá a musculatura das pernas do pupilo, pode ter certeza.

A segunda tem o mesmo sentido e as substituição do poleiro fixo deve ser um poleiro móvel, preso no teto da gaiola por duas finas correntes, uma em cada extremidade. Isso também fará com que a ave ao pousar, com o balanço, também agarre com mais força, implicando o fortalecimento da musculatura.

E por fim, mudar o sentido dos movimentos da ave, colocando-a em uma gaiola que promova o deslocamento no sentido vertical. Sugerimos nesse caso uma gaiola de uns 50 centímetros de largura por 1 metro de altura.

Os poleiros devem ser posicionados um bem embaixo do outro, a cada 20cm. Com isso, seu pássaro para se deslocar de um poleiro ao outro, precisará primeiro olhar para cima e saltar, promovendo um excelente exercício para essa finalidade que aqui tratamos. A gaiola à que se refere esse exercício pode ser improvisada com uma avoadeira normal, retirados os fundos e cochos, poleiros reposicionados como explicamos.

 

Todos os exercícios têm melhor efeito quando feitos expostos ao sol. Essa exposição deve ser gradativa e monitorada, sempre com água fresca e banheira disponível. A ave adora tomar banho exposta ao sol.

 

Esperamos com esse artigo ter despertado em você, criador, a sua imaginação na desafiadora tarefa do homem condicionador a ave a fazer aquilo que ele gostaria que ela fizesse. Esse desafio é o que nos fascina, nos intriga.

 

Queremos estar bem representados nas rodas pelos nossos pupilos, afinal a ave na competição é o reflexo de seu dono.

 

Fonte: Revista Passarinheiros & Cia Ed. 80

 

NUTRIÇÃO DE AVES

Saiba a maneira correta de alimentar suas crias

 

Por: Igor Magno - Médico Veterinário CRMV/SC 3453

Foto: Jussara Gruber, Fonte da imagem: Wikiaves

Na natureza, as aves consomem frutas, bagos, flores, brotos de planta, legumes, insetos, larva e sementes.

Ingestão de pólen e néctar tem um significado importante na alimentação de algumas espécies. Já em cativeiro são considerados granívoros (comem somente grãos).

 

A falta de conhecimento dos requerimentos nutricionais e da eficiência com a qual eles ingerem os alimentos oferecidos tem levado a muitos erros de manejo e uma alta incidência de deficiência nutricional.

 

DOENÇAS NUTRICIONAIS

 

 

Um animal mal nutrido apresenta diminuição da capacidade imunológica, se tornando susceptível a infecções e tendo ainda diminuição da capacidade reprodutiva. Aves apresentam sintomas diferentes para mesma deficiência nutricional.

 

Uma das principais doenças nutricionais em aves adultas é a deficiência de vitamina A, devido ao fato dessas aves serem alimentadas com uma grande quantidade de sementes, as quais geralmente são pobres em vitamina A, como a semente de girassol. Infecções parasitárias como Giárdia spp, Capilaria spp e coccídeos, diminuem a capacidade de biotransformação do beta-caroteno ingerido em vitamina A.

 

Sintomas clínicos de deficiência de vitamina A incluem redução de imunidade local e humoral, se tornando suscetível a infecções do trato respiratório, coriza, sinusite, problemas reprodutivos; dificuldade de descascar e engolir comida, bicamento de penas, podo dermatite e gota úrica.

 

Deficiência de proteína, em especial o aminoácido arginina, leva a problemas de empenamento com linhas de estresse, muda incompleta, penas de asas e cauda frágeis. Deficiência de lisina pode levar a problemas de pigmentação como penas azuis e verdes tornam-se amarelas ou pretas. Má nutrição é ainda uma das causas da síndrome de autobicamento, quando a ave arranca suas próprias penas.

 

Pode-se citar outras doenças de origem nutricional, como: deficiência de iodo leva ao bócio ou hipotireoidismo; deficiência de cálcio, fósforo e vitamina D levam a alterações nos ossos longos, fraturas patológicas e bico torto; Síndrome do fígado gorduroso e obesidade é resultado de uma dieta de alta energia e sedentarismo.

 

Algumas doenças são causadas por deficiência de vários nutrientes. A superfícies da pele, bico penas e unhas fica seca e descamada, bicos e unhas compridas e encurvados devido a incapacidade de crescimento e queratinização normal dos tecidos. A pele das pernas e pés se torna grossos e apresentam crostas. Esses são sintomas de deficiência de vitamina A, proteína biotina, niacina, ácido pantotênico, zinco e manganês.

 

 

Fonte: Revista Passarinheiros & Cia Ed. 75

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